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Cabeça de Avestruz



Você conhece alguém com esse perfil?


Uma pessoa que é excelente funcionário, que se dedica a uma companhia sem muita movimentação em termos de carreira. Essa pode ser uma escolha consciente e legítima, sim. Mas pode acontecer também por inércia, e nesses casos o todo só é visto mais pra frente. Quando o profissional ou as pessoas próximas passam a avaliar a carreira como um todo, e muitas vezes considerar que os anos passaram e a pessoa “perdeu o bonde". Um bonde que muitas vezes nem viu passar, nem ficou sabendo que existia.


Por que isso acontece?


O trabalho em si depende da nossa dedicação a ele, aos resultados, às relações e também a leitura do cenário político. Pode ser feito com foco, sem alarde, com a cabeça imersa naquilo dia-sim-outro-também, e dependendo da natureza do trabalho sem falar sobre as realizações com ninguém. Mas a carreira requer um certo planejamento, afastar-se e olhar o todo, pensar nos próximos passos, estar atento ao que está sendo feito e também ao que deve ser comunicado (e para quem).


Observar as bifurcações e os bondes antes, para poder decidir tomá-los. Planejar, fazer, anunciar, solicitar, mudar o curso. É um empreendimento.Muitas vezes é complicado encarar a carreira dessa forma porque o receio de se expor ou se promover é cultural. O “marketing pessoal” - não confundir com arrogância, discursos vazios ou autopromoção irresponsável - sofre preconceito por algumas más práticas.


Proponho que reflitamos: por que temos medo dele, se nada mais é do que dar voz ao que se pensa? Sendo o discurso algo autêntico e sustentável, por que não pode ser dividido e anunciado? A humildade é uma virtude, mas esconder-se em silêncio não é um predicado positivo quando estamos falando desenvolver uma carreira robusta. É possível sim desenterrar a cabeça da terra, comunicar o que se acredita e o que se faz, solicitar o que é necessário e o que é merecido, e seguir sendo um profissional justo, consistente e responsável. Mas agora também visto e reconhecido. Dar voz ao que se pensa é muito maior que o mero marketing pessoal, é sim, antes de tudo um exercício de existência.


Conhece alguém que vive este dilema?


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