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Vida na Empresa

Sempre gostei do tema ‘mundo do trabalho’. Desde pequena fui estimulada a ter uma profissão (“tudo pode acontecer, mas tua profissão, ninguém pode te tirar!”). Talvez este tenha sido um dos mais importantes ensinamentos que recebi.



Quando era moça, o meu sonho era ter um emprego, ter salário e conseguir a minha independência financeira, ser dona do meu nariz. Já que, enquanto estava sob a tutela dos pais, eu precisava dançar conforme o riscado deles.


Estudei e ingressei no mercado de trabalho. E devo confessar, me sentia o máximo por ser produtiva e garantir meu sustento (ainda que durante muitos anos eu precisasse apertar muito os cintos).


Olhando para trás percebo como as empresas têm elementos sensacionais. Elas são engrenagens que produzem resultados e que provem o sustento de comunidades inteiras. Pessoas criam círculos sociais dentro das empresas, tem outros que se desenvolvem e aprendem coisas novas. Tem aqueles que assumem novos papéis. É na empresa também que exercitamos nossa tolerância, convivência, muitas vezes aprendemos a falar em público, aprendemos a renunciar a objetivos individuais para dar espaço para os objetivos globais. Enfim, esses são alguns dos argumentos para explicar o porquê sou fã das empresas.


Existe um outro lado, pouco observado pelas pessoas, que é a finalidade de uma organização: gerar resultados. O organismo que não contribui com valor, é expelido do sistema. É comum as pessoas não se darem conta desta premissa. É comum também escutar no consultório histórias de dedicação plena a estas organizações e que terminam com fim de contrato de trabalho. É simples: a organização vive de resultado. E é justo que seja assim, pelo fato de que é neste sistema que a roda gira. O que não pode acontecer é cair no conto da carochinha que dentro da empresa somos todos uma família. Não, não somos. Não existe leão vegetariano. Somos agentes de resultados para a empresa e para nós mesmos. A relação precisa ser de ganha-ganha.


O que é comum observar, é que muitas pessoas abrem mão de si, renunciam à direção da própria vida, mergulham no que é interessante para a organização e nos ganhos que ela precisa receber. É aí que começam os possíveis problemas, quando dão tudo de si e ficam de mãos vazias. Renunciar à própria direção da vida NUNCA vale a pena, o custo é alto demais. E existe um acordo possível se entendermos que nas organizações há começo, meio e fim. Que é uma troca em que oferecemos algo de valor e recebemos também algo de valor - esta relação somente valerá a pena se os resultados produzidos beneficiarem ambos os lados. Mas é comum deixamos com muita facilidade o olhar para nós mesmos, encantados pelo canto da sereia da cultura organizacional.


Mas isso é tema de um outro capítulo. E você está atento sobre quais são os ganhos na ciranda organizacional para você?


Até a próxima.

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